JAIME LAURIANO

Jaime Lauriano (São Paulo, 1985) vive e trabalha entre Porto (Portugal) e São Paulo (Brasil).
Com trabalhos marcados por um exercício de síntese entre o conteúdo de suas pesquisas e estratégias de formalização, Lauriano nos convoca a examinar as estruturas de poder contidas na produção da História. Entre suas exposições mais recentes, destacam-se as individuais:
Marcas, Fundação Joaquim Nabuco, Brasil, 2018; Autorretrato em Branco sobre Preto, Galeria Leme, Brasil, 2015 e Impedimento, CCSP, Brasil, 2014; e as coletivas: A Queda do Céu, CAIXA Cultural, Brasil, 2019; Histórias Afro-Atlânticas, MASP, Brasil, 2018; Festival Sesc_Videobrasil, Brasil, 2017; WELT KOMPAKT?, frei_raum Q21, Austria, 2017; How to Remain Silent, A4 Arts Foundation, África do Sul, 2017; 10TH Bamako Encouters, Mali, 2015; Empresa Colonial, Caixa Cultural, Brasil, 2015; possui trabalhos nas coleções: Fundação   Joaquim Nabuco, Brasil; MAC Niterói, Brasil; Museu de Arte do Rio, Brasil; MASP, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil e Schoepflin Stiftung: The Collection, Alemanha.


A PROPOSTA

Pensado como um espaço para representar a Escravidão de uma forma ampla, este projeto para construção do Memorial de Homenagem às Pessoas Escravizadas tem como objetivo estabelecer uma ligação entre passado e presente, convidando o público à reflexão sobre as violências coloniais e a sua continuidade nos dias atuais.


Elaborado como uma peça de significativa presença urbana, o Memorial se configurará ao mesmo tempo como um lugar de reverência e luto; uma arena de encontros; um espaço espiritual e de rituais.

O desenho do memorial se apoia em duas formas: o triângulo e o círculo. Retiradas de pesquisas iconográficas sobre símbolos religiosos, e de luta, as formas pretendem celebrar a história de resistência das pessoas escravizadas e inspirar as novas lutas das comunidades de afrodescendentes ao redor do mundo.


Outro elemento importante do Memorial é a fala, que será traduzida através da escrita de palavras – nas paredes internas do Memorial – recolhidas em rodas de conversas com comunidades afrodescendentes de Portugal.

Por isso, este projeto se coloca ao lado de outras iniciativas que estão repensando o passado colonial não somente à luz das violências. Pois, se nos “tumbeiros” foram transportadas pessoas para trabalharem em situação de escravização, foram transportadas também filosofias, religiões e experiências que não se restringiram às fronteiras delineadas pelos europeus colonizadores. Notícias do Haiti alcançaram as Américas e exemplos de rebeldes geraram alvoroço em diversos países. No século XXI, as lutas e movimentos antirracistas seguem conectadas, com o Memorial não poderia ser diferente.

 
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